O Sol começava a se inclinar e junto a ele um movimento constante de pés e baques e armas.

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Próximo a grande mina de Feerarior um ser encapuzado dominava o cenário junto a uma quantidade significativa de bestas prontas e armadas para o saque. Um corvo sobrevoava a região, este que diferente do normal ostentava no tamanho e rigidez. O enorme corvo ao passo em que se aproximava da montanha via as espécies de pinheiro que cobria todo o campo. Passou pela frota de criaturas, que aguardavam em frente a montanha as próximas ordens. O corvo continuou a voar ate chegar na boca da mina, na parte central da montanha onde uma grande rocha se projetava horizontalmente. Pousou.

A massa de feras mais parecia um curso de um rio manando pela serra e varrendo o verde regional, e esta era uma imagem linda aos olhos da imperatriz.
Os soldados eram rudes e corpulentos, usavam capas mal costuradas e suas lanças que apoiavam o corpo eram longas e brutais. A face gorda eram acompanhada de orelhas pontudas ornamentadas de pepitas semi preciosas e o restante do corpo era coberto por um couro mal batido onde muitos ainda com o sangue da vitima coagulado.

A imperatriz até então demonstrava um rosto triste que se sobressaia graças as brasas constantes que seu cajado emitia do topo. Seu traje cor de noite dominava o corpo feminino, mas somente suas mãos saiam das vestes e uma era para segurar o carvalho negro.
Naquele momento, apenas o sol que aos poucos se punha, pode ver a transição daquela melancólica face se convertendo lentamente e demonstrando o prazer e o deleite que somente as bruxas de Fernusaren são capazes de manifestar. Bem como em jubilo, suas pernas que agora tremiam se largou ao chão, apenas uma das mãos tinha o apoio a bengala; a outra tocava de forma feroz a rocha tal como se afunda a mão na areia. A pele de seus joelhos sangravam conforme cortes ia surgindo com o toque da pedra dura rasgando a túnica.

De repente o vento começou a abalar todo o território, movendo as arvores e cantando sua canção sombria. A bruxa sangrava ainda mais, e filetes de sangue escorriam sob sua coxa. De longe ouvia os berros agudos e inumanos que ecoavam da montanha, logo o exercito começara a ficar inquieto, pois mesmo as criaturas mais brutais temiam os rituais da montanha. Sob o crepúsculo a bruxa ainda gritava e agora estava totalmente estirada ao chão. O cajado de carvalho negro já fora quase todo consumido pelo fogo e permanecia em pé como se mãos fantasmas estivessem a segurar toda a haste retorcida. O olho da criatura deprimente se fixava a um ponto especifico do horizonte, onde a lua em breve deveria nascer, e ao passo que esta surgia no limiar, mais se ouvia os berros de dor. Quando o cajado fora todo consumido e a lua já visível, a imperatriz se calou e a dor havia sumido. Somente com as palpitações de seu corpo esforçou-se para levantar. Por fim todo o ruido se calara e as criaturas se esforçavam apenas para ouvir. Porém, antes que pudesse se por de joelhos, tremores faziam pequenas rochas soltas saltitarem sob o grande palacete natural. A bruxa mudou sua expressão para o horror e por reflexo estendeu uma de suas mãos para o corvo. O grande animal apenas observava conforme balançava randomicamente sua cabeça.

Atrás da bruxa um ser pequeno e feminino engatinhava em direção ao corpo estirado ao chão. Seus seios expeliam secreções que lentamente se enrijeciam. Do ventre para cima se assemelhava a uma criança com poucos anos de vida, mas ao invés de pernas um grande abdômen apodrecido rastejava. Seis patas se projetavam deste, e todas se esforçavam inutilmente para levantar a decrepita criatura que rastejava. O corvo então se pôs a voar e a criança por fim se deleitou de carne humana.

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